
Elo estreia no mercado de créditos de carbono com tecnologia blockchain e projeção de R$ 25 bilhões em transações
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A Elo concluiu sua primeira transação no mercado de créditos de carbono, com ativos gerados por um projeto de preservação florestal na Amazônia. Os créditos possuem classificação A, indicador de alta confiabilidade e impacto ambiental positivo, e foram originados no Brazilian Amazon APD Grouped Project, iniciativa conduzida pela BR Carbon. Cada unidade representa a remoção ou o evitamento de uma tonelada de CO₂ da atmosfera.
A operação foi realizada através da Elo Eco, plataforma digital da empresa, que utiliza tecnologia blockchain para assegurar rastreabilidade, governança e segurança desde a o início do desenvolvimento do projeto até a emissão, aposentadoria e registro final das compensações.
Muito além de uma simples comercializadora, a Elo atua como hub de transações, integrando um ecossistema robusto de mais de 10 parceiros especializados que apoiam na execução de diligências sobre os projetos e seus desenvolvedores. Isso inclui validações fundiárias essenciais para segurança jurídica, análises de compliance para compradores e vendedores, serviços de prevenção a fraude, escritórios jurídicos e bureaus de mercado. Na comercialização, a Elo intermedia créditos gerados por terceiros que foram aprovados pelo processo de diligência e oferece a possibilidade de integração com outras plataformas parceiras, garantindo gestão de ponta a ponta do processo.
Os créditos negociados na primeira operação estão diretamente associados à conservação e restauração de florestas na região amazônica, contribuindo significativamente para a redução das emissões de carbono. "Esta transação marca o início de uma nova frente de negócios para a Elo e reforça nosso compromisso com a transição para uma economia de baixo carbono", afirma Giancarlo Greco, CEO da companhia.
Com a entrada nesse segmento, a Elo prevê ampliar sua atuação como hub de transações, planejando viabilizar até 150 projetos até 2030, com potencial de tokenização de aproximadamente 70 milhões de toneladas de CO₂ por ano. A empresa estima movimentar mais de R$ 25 bilhões em créditos até o fim da década.
O mercado global de créditos de carbono alcançou US$ 1 bilhão em 2021 e pode atingir US$ 150 bilhões até 2030, com o Brasil respondendo por até 15% desse volume, impulsionado especialmente por iniciativas ambientais como as da BR Carbon.
"Estamos aplicando nossa expertise em conectar compradores e vendedores, desenvolvida no setor de cartões, para promover um modelo eficiente e transparente no mercado de créditos de carbono. A tokenização é fundamental, pois garante rastreabilidade, segurança e escalabilidade às operações", completa Greco.
Com a participação no setor estratégico da economia verde, a Elo expande suas atividades além dos meios de pagamento, consolidando-se como empresa de tecnologia comprometida com a sustentabilidade, atuando com imparcialidade ao não comercializar créditos próprios, o que fortalece ainda mais a transparência e confiança da plataforma.


